21 de fev de 2010

CONTINA E SERPENFETE

(segunda parte)


Antes que a chuva aperte e esqueçamos o suor do carnaval segue a série sobre o carnaval poético da fronteira.
O Festival de Músicas para o Carnaval a partir da década passada ganhou uma nova nomeclatura, com o nome do poeta Apparicio Silva Rillo. Um dos criadores do grupo Os Angueras e do Festival da Barranca sempre teve seu nome ligado intimamente ao tradicionalismo, mas foi as suas letras nos carnavais que se percebeu a abrangência da poesia de Rillo.

Poesia que também é sentida no samba “Dia-a-dia” de Eugênio Dutra que em 1983 com o grupo Pixinguinha concorreu com a transcrição do carnaval...vou esquecer do salário e do patrão. Vale destacar a citação à Maria do Carmo, mais uma santa popular que é freqüentemente encontrada nas cidades gaúchas.







Dia-a-dia
(Eugênio Dutra – 1983)

Vivo que vivo na avenida
Faço o que faço no cansaço
Digo e diz digo, muitas coisas
Mas sem o samba eu não faço

Quero ficar contigo agora
Na batucada e no compasso
Quero dizer-te muitas coisas
E cantar no teu abraço

Fui na escola e aprendi...senti
Que o samba é no pé...pois é
Maria negra só sabia
De batucada e candomblé

Todo janeiro tem verão...verão
Maria do Carmo tem sambão...tem sambão
Eu hoje vou brincar a noite inteira
Vou esquecer do salário e do patrão.



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2 comentários:

Amanda SchArr disse...

Merchand pra família, hien Cruz. Depois ainda fala de mim. Tsc tsc

Capaz, tou adorando a série de contina e serpenfete!

Anônimo disse...

...fazer o q?!
Eu só tô contando a história!
rsrsrs.