19 de nov de 2009

Goio-en Vídeo


O termo “cinematográfica” aparece nesse manifesto como agregador de idéias solitárias, de grupos isolados que resolveram se unir na dura batalha que é produzir cinema e vídeo no Planalto Médio. 

Ao vermos tantos projetos, roteiros, vídeos e experimentações sendo engavetadas, sem ao menos ter sentido o prazer de ouvir um “gravando!”, estamos abrindo o espaço para exibições em nossa telona. 

A democratização estética do audiovisual passa por cadeiras colocadas numa das praças de maior movimentação de Passo Fundo, a Praça Tochetto que une tantas pessoas terá o papel de ser o cenário para construção de um movimento. Movimento que inclui curtas-metragens, documentários, longas, vídeos experimentais, vídeo-arte, vídeo de celulares e tudo mais que for palpável por nossas retinas que buscam dialogar com o público. 

A união e a aposta feita pela Prefeitura Municipal de Passo Fundo, através da Secretaria de Desporto e Cultura - SEDEC, demonstra um ambiente propício para quem sempre desejou expor seu trabalho. A realização, pela SEDEC, do programa Cinema no Teatro propiciou, desde o início de 2007, debates sobre o cinema nacional. Por isso as dificuldades passadas desde o “rec” até criação do “movie” serão facilitadas por outro movimento contínuo a mostra, com uma oficina de iniciação a linguagem audiovisual trazendo ao público o primeiro contato com a criação imagética. E um seminário que fomentará a nossa próxima mostra em 2010. 

Da primeira edição ficou o início de uma movimentação, e uma provocação aos produtores da cidade e região. E com isso chamamos atenção, criando um espaço sem fronteira por termos recebido produções do Pará, São Paulo e Rio de Janeiro. Totalizando 35 trabalhos divididos em três noites.  

Passo Fundo, que sempre teve na Literatura e no Folclore centros culturais, e dá continuidade ao espaço para o audiovisual na 2ª Mostra Goio-en Vídeo.


Informações pelo (54) 3312.1426 e inscrições no portal: www.pmpf.rs.gov.br, até o dia 1° de dezembro!


Por Guilherme Cruz

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6 de nov de 2009

“Salpicava de estrelas nosso chão” **

ou a abdução da Cultura em Passo Fundo


Na nossa pequena elevação mediana no norte gaúcho a tentativa é imitar Neil Armstrong -  ainda que retomado certas leituras de que Armstrong não esteve lá - ainda assim queremos nos fazer “estrelares”. Bradar dos altos desses morros alguma vida ativa, ininterrupta e, conseqüentemente, verdadeira de pensamentos e valores.


Filtrar esses gritos, que a dificuldade na oportunidade de se tornar global, interagindo mudos pelas pérolas caídas nos sentimentos eternizados e inseridos num movimento.


Movimento que não vive, que não pulsa e mesmo a léguas do primeiro passo estrelar respira com dificuldades num  similar oxigênio.





Nós, cosmonautas esperamos a astronave nos levar para esse lugar – no fim de semana, sonhando com a volta da meia passagem num Domingo de Ramos.  Os capitães dessa nave só pretendem se inserir, trazer a primeira “patada” num lugar desbravado, sem comprometimento por se tratar de estrelas cadentes.


Sim, admiramos extraterrestres, é a maneira terrestre de querer desbravar o desconhecido, o longínquo. Mais outra baforada no oxigênio para voltar a olhar o céu, as estrelas que lá longe vivem mortas. Elas tão inanimadas na grande galáxia, e essenciais em nossa Via Láctea.


Essa é a nossa postura: maxilar levemente inclinado a 45°, boca semi-aberta, olhos esbugalhados, mente sã e vazia. Mantemo-nos olhando o céu de estrelas passageiras, com seu rabo brilhante e meteórico enquanto pisamos em estrelas.



**Chão de estrelas - Silvio Caldas e Orestes Barbosa


Por Guilherme Cruz



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3 de nov de 2009

(pseudo) Biografia


Nós que crescemos no vácuo
Somos filhos do vício
Do amor fútil
Dos anos 80

Somos fruto da falta de fibra
Da ausência de cálcio
Da perda de sono
Do sonho que fracassou

A década inútil
Inventou que foi boa
E pariu rebentos
Sem lhes botar no peito
Resquícios de indignação

Então se tornaram seres
Que tinham o controle
(remoto)
do mundo nas mãos.
E de tão livres que somos
Atiramo-nos do edifício
Para chegar mais rápido até o chão

 –  Mas ninguém contou que não temos asas,
No enredo do filme que eu vi
Só com uma capa o mocinho voava...


Nós que nos contentamos com pouco
Achando que querer sempre mais
Significa querer bem.


*das "Tentativas Poéticas" - 2006/2007
Por Amanda SchArr


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