6 de nov de 2009

“Salpicava de estrelas nosso chão” **

ou a abdução da Cultura em Passo Fundo


Na nossa pequena elevação mediana no norte gaúcho a tentativa é imitar Neil Armstrong -  ainda que retomado certas leituras de que Armstrong não esteve lá - ainda assim queremos nos fazer “estrelares”. Bradar dos altos desses morros alguma vida ativa, ininterrupta e, conseqüentemente, verdadeira de pensamentos e valores.


Filtrar esses gritos, que a dificuldade na oportunidade de se tornar global, interagindo mudos pelas pérolas caídas nos sentimentos eternizados e inseridos num movimento.


Movimento que não vive, que não pulsa e mesmo a léguas do primeiro passo estrelar respira com dificuldades num  similar oxigênio.





Nós, cosmonautas esperamos a astronave nos levar para esse lugar – no fim de semana, sonhando com a volta da meia passagem num Domingo de Ramos.  Os capitães dessa nave só pretendem se inserir, trazer a primeira “patada” num lugar desbravado, sem comprometimento por se tratar de estrelas cadentes.


Sim, admiramos extraterrestres, é a maneira terrestre de querer desbravar o desconhecido, o longínquo. Mais outra baforada no oxigênio para voltar a olhar o céu, as estrelas que lá longe vivem mortas. Elas tão inanimadas na grande galáxia, e essenciais em nossa Via Láctea.


Essa é a nossa postura: maxilar levemente inclinado a 45°, boca semi-aberta, olhos esbugalhados, mente sã e vazia. Mantemo-nos olhando o céu de estrelas passageiras, com seu rabo brilhante e meteórico enquanto pisamos em estrelas.



**Chão de estrelas - Silvio Caldas e Orestes Barbosa


Por Guilherme Cruz



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1 comentários:

Adriana Gehlen disse...

"maxilar levemente inclinado a 45°, boca semi-aberta, olhos esbugalhados, mente sã"

vejo uma boa cena. (=