16 de nov de 2010

EU!


Eu que tanto corro, 
quero atravessar o tempo sem pressa.

Eu que acredito na liberdade,
desejo proibir tantas coisas.

Eu que vivo um porre sem embriaguez,
confuso numa lucidez insana,
que cobra de mim
o que não me foi ensinado.

Eu que tenho um corpo
e um espírito,
que caminham em pleno descompasso.

Eu que suporto uma consciência ingrata,
que me sonega direitos
e aponta deveres sem cessar.

Mas eu, que tenho um espírito traquino,
que me incita à rebeldia,
travessamente escondi dentro do peito,
o meu direito de amar!

Eu?


Por Armando de Arruda, um Ilustre ilustríssimo!
Share/Bookmark

6 comentários:

Amanda SchArr disse...

Orgulho desse meu pai! Doce traquina... pai, filho, irmão. Um rebelde de espírito e um eterno menino. Te amo!

Gehlen disse...

mazá!

gcruz disse...

bah!! seu arruda escondendo o jogo. Parabéns

Maria Bethina disse...

Eu sempre soube que ele transportava palavras!

Perola disse...

Amigo não desista, mesmo encontrando obstáculo, passe por eles e vá em frente!! e Boa Sorte!!

Ane disse...

Orgulhosa também! Essa família tem tantos talentos...